sábado, 8 de março de 2008

Tudo a ver com o silêncio

E eu não consigo enxergar mais nada
A delicadeza
A entrega
Um livro de poemas
Por que?
O fim de tudo
Bem debaixo dos meus pés.
O fim
Não tenho mais medo do fim
Nem do começo
Não tenho medo de errar
Não tenho medo da falta
A falta é uma puta vaidade
E eu não agüento mais vaidade
De merda
Foda-se a vaidade
Viva a beleza
Viva a generosidade
Viva amar tanto, tanto alguém
E ser bem generosa
De esperar
Valorizar
E gozar no pau de um homem dentro de mim
Ser bem generosa assim
Um homem que eu ame
Não banalizar tudo o que eu descobri
Eu entendi
Que os terremotos não derrubam nada
Que o meu pai nem existe....
Que tudo eu busquei tanto
Brincando de cobra cega
Eu não consigo ver mais nada
Preciso andar devagar
Porque eu não enxergo mais nada.

Caos

No caos
O extremo prazer…
Abertura da mulher pra dentro
O excesso, a madrugada
Entrega dos pontos
Derreteu
Perdi o medo de ter medo
Fiz carinho
No caos...
Amei você como um bicho feroz
E voraz
Satisfeita
Amei você com minhas garras
Misturando nossos sons
E grunidos
Grito de baixo
Se alguém se colocar entre nós
Viro águia
Águia negra
Não
Se tudo isso for embora ...
Meu Deus...
Se a paz chegar...: vou fingir
dilacerda
Por favor meu amor
Não conte pra ninguém o nosso segredo